Eduardo Eugenio (Firjan), Larissa Greven (Oficina Muda) e Frederic Kachar (O Globo) na Casa Firjan

PRÊMIO FAZ
DIFERENÇA 2023


Oficina Muda é homenageada no Prêmio Faz Diferença por desenvolver Projeto Retalhos

 

A 21ª edição do Prêmio Faz Diferença de 2023 jogou luz na Oficina Muda, multimarcas carioca que ressignifica e recupera peças e resíduos têxteis que corriam risco de descarte em aterros sanitários abarrotados. A empresa beneficia 300 artesãs do Estado do Rio de Janeiro com a doação de tecidos no Projeto Retalhos. O prêmio do jornal O Globo, com patrocínio da Firjan SESI, reforça o importante papel do investimento social corporativo para o desenvolvimento do Rio.

 

Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan, disse que o Prêmio Faz Diferença celebra a excelência, valoriza o compromisso com o que tem valor, com o diferente e o especial. “Os homenageados e homenageadas são exemplos a serem seguidos. Trazem esperança e luz. Apontam o caminho seguro e ético para uma sociedade mais generosa e justa”, complementou.


Após agradecer o reconhecimento gerado pelo prêmio na categoria Desenvolvimento do Rio, Larissa Greven, sócia e diretora criativa da Oficina Muda, disse que a empresa nasceu com o grande propósito de dar destinação a resíduos da indústria da moda de forma inovadora, criativa e com muita responsabilidade socioambiental. 

 

“Começamos a multimarcas em 2015, com três colaboradores, hoje somos 130. Então, estou muito feliz com esse prêmio, que é um incentivo para a gente continuar esse trabalho, ajudando e incentivando outras pessoas também”, ressaltou.


O Faz Diferença foi concedido à Oficina Muda por um júri formado por Letícia Sander, editora executiva dos Jornais Globo/Extra; Luiz Césio Caetano, 1º vice-presidente da Firjan; Fernanda Candeias, presidente do Conselho Empresarial de Responsabilidade Social da Firjan, e Grupo Soma (empresa vencedora em 2022).


O trabalho realizado pela Oficina Muda busca mitigar o desperdício provocado pela indústria da moda brasileira. “A produção de uma roupa perde, em média, 13% do tecido, que podem acabar jogados em aterros sanitários. O Projeto Retalhos utiliza esse material”, assinala Luiz Lyra, sócio da Oficina Muda, após explicar uma das dores da segunda indústria mais poluente no mundo e justificar a importância sustentável do projeto. 

 

Artesã do Oficina Muda, projeto premiado no Faz Diferença 2023 (Foto: Divulgação)


De acordo com Lyra, o Prêmio Faz Diferença veio coroar o trabalho social da empresa, que dá um destino assertivo ao fazer a curadoria e distribuição do resíduo têxtil e gerar renda para artesãs em situação de vulnerabilidade social, desde que realizou parceria com a Rede Asta.


Em quatro anos, o Projeto Retalhos doou para as mulheres artesãs 50 toneladas de tecidos, fornecidos por parceiros da indústria, como o Grupo Soma, dono de marcas como Farm e Animale. O material foi revertido em cerca de 300 mil peças, gerando aproximadamente R$ 6,3 milhões em renda. 


Além do tecido, as mulheres beneficiadas recebem aviamentos para a produção de roupas, acessórios, cangas ou brindes corporativos ou o que estiverem aptas a construir, ficando com 100% da renda apurada na comercialização. Em 2023, foram criados 157.347 produtos, com geração de R$ 2,7 milhões em renda.


A cerimônia de entrega do Faz Diferença contou com a presença do 1º vice-presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, de empresários, formadores de opinião, celebridades e autoridades nesta quarta-feira (19/6), na Casa Firjan, em Botafogo. Foram premiadas personalidades de 15 categorias, além de uma especial, que homenageou os voluntários solidários das enchentes do Rio Grande do Sul.   

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